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	<title>Cineclube Subvercine</title>
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		<title>Cineclube Subvercine</title>
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		<title>Vídeo Índio Brasil em Rio das Ostras foi um sucesso!</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 15:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cineclube Subvercine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o objetivo de divulgar e fortalecer os conhecimentos sobre a cultura indígena brasileira, ocorreu entre os dias 31 de julho e 7 de agosto em Rio das Ostras a Mostra de Cinema Vídeo Índio Brasil. Foram exibidos 17 filmes em todos os dias da semana, entre curtas, médias e longas-metragens que tratam de temáticas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineclubesubvercine.wordpress.com&amp;blog=13955827&amp;post=47&amp;subd=cineclubesubvercine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o objetivo de divulgar e fortalecer os conhecimentos sobre a cultura indígena brasileira, ocorreu entre os dias 31 de julho e 7 de agosto em Rio das Ostras a Mostra de Cinema Vídeo Índio Brasil. Foram exibidos 17 filmes em todos os dias da semana, entre curtas, médias e longas-metragens que tratam de temáticas indígenas. Os filmes foram produzidos por cineastas indígenas e não-índios. O tema da mostra nesse ano foi “A imagem dos povos indígenas no século XXI”.</p>
<p>O evento foi realizado pelo Cineclube Subvercine e ocorreu no CIEP 257 do bairro Nova Cidade e no auditório Rovani Souza Dantas do Parque dos Pássaros. Foram cerca de 200 pessoas que participaram e vários sacos de pipoca foram consumidos. O cineclube teve importante apoio do Observatório Ambiental Humanomar, dos diretores e professores do CIEP e do Núcleo de Educação Ambiental municipal e da Secretaria Municipal de Comunicação.</p>
<p>A mostra contou uma palestra de Paulo Luiz Oliveira, historiador popular e escritor do livro “Tamoios – Senhores do Litoral”, onde relata o início do contato entre os índios do Brasil e os portugueses colonizadores (mais informações: www.pauloluizoliveira.com.br). Paulo contou ao público sobre a relação dos índios com os “brancos” no presente e no passado do país, falou sobre os massacres à etnia, as heranças culturais que hoje temos e sobre as verdades e inverdades que lemos em livros didáticos e assistimos na televisão. Também houve a participação de Dulce Tupy, descendente de indígenas, repórter e editora na região dos lagos, além dos relatos de Rubens José Esposito, que foi pesquisador e conviveu por muito tempo com os índios Yanomami.</p>
<p>Saulo Barbosa, professor de geografia do CIEP, falou sobre a relevância do projeto: “A exibição de filmes é muito vantajosa, porque traz para o aluno uma realidade que não faz parte do seu cotidiano, (&#8230;) e a questão do índio é de fundamental importância para o entendimento da identidade cultural brasileira.”</p>
<p>Além de Rio das Ostras, edição de 2010 do Vídeo Índio Brasil aconteceu simultaneamente em outros 110 municípios do Brasil, com o apoio da Secretaria de Diversidade Cultural do Ministério da Cultura e dos Amigos do CineCultura. Durante esses 8 dias, além das sessões de filmes, foram realizadas pelo país diversas atividades com acesso gratuito, como oficinas de vídeo e fotografia, seminários, palestras e exposições.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineclubesubvercine.wordpress.com/47/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineclubesubvercine.wordpress.com&amp;blog=13955827&amp;post=47&amp;subd=cineclubesubvercine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tarefas dos cineclubes brasileiros na mudança do modelo de cinema</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 14:04:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cineclube Subvercine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cineclubesubvercine.wordpress.com/?p=40</guid>
		<description><![CDATA[”Sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário. Não seria demasiado insistir sobre essa ideia numa época em que o entusiasmo pelas formas mais limitadas da ação prática aparece acompanhado pela propaganda em voga do oportunismo” Lenin, V.I  [1902]. “Dogmatismo e liberdade de crítica”, em Que fazer? http://www.marxists.org/portugues/lenin/1902/quefazer/ Por Felipe Macedo Apresentação No devir das coisas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineclubesubvercine.wordpress.com&amp;blog=13955827&amp;post=40&amp;subd=cineclubesubvercine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<p style="text-align:justify;"><strong>”Sem  teoria revolucionária, não  há movimento  revolucionário. Não seria  demasiado insistir sobre essa  ideia numa  época em que o entusiasmo pelas  formas mais limitadas da  ação prática  aparece acompanhado pela  propaganda em voga do  oportunismo” </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em> </em>Lenin, V.I  [1902]. “Dogmatismo e liberdade de crítica”, em <em>Que fazer?<br />
</em><a href="http://www.marxists.org/portugues/lenin/1902/quefazer/" target="_blank">http://www.marxists.org/portugues/lenin/1902/quefazer/</a></p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong>Por Felipe Macedo</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Apresentação</strong></p>
<p style="text-align:justify;">No  devir das coisas, 2010 aparece como um ano especialmente   significativo.  Para o País e para os cineclubes, que partilham mais de   uma  coincidência. É ano de eleições majoritárias nacionais e ano de   eleições  nacionais no movimento cineclubista. Um momento especial para o   Brasil,  que ensaia passos de potência intermediária no baile das   nações,  consolidando sua economia e promovendo uma certa redistribuição   da renda  nacional. Momento que também se aparenta decisivo para os   cineclubes,  envolvidos num extenso programa de distribuição de   equipamentos, que  parece dar origem, da noite para o dia, a centenas de   cineclubes e a um  campo relativamente amplo de exibição para uma   produção independente das  relações tradicionais do mercado.<span id="more-40"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Mas,  em outro paralelo, parece que não se trata apenas do Brasil,   mas da  “ordem mundial”, de impasses decisivos da economia capitalista   nos  centros tradicionais de decisão e de uma possível nova etapa da   chamada  globalização, em que entram em campo os times das nações – como   essa  grife dos BRICs, mas não só estes – que constituem a grande   maioria da  população mundial, com perspectivas necessariamente   diferentes, pois que  atendem a outros, “novos” interesses. No plano do   cineclubismo, a  questão principal também talvez não esteja em um   programa do ministério  da Cultura ou mesmo no aumento do número de   cineclubes, mas numa crise  muito mais ampla e essencial do próprio   modelo da “indústria” do  audiovisual no Brasil – e do dispositivo   mediático no mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Este  texto pretende examinar estas questões, no quadro das decisões   políticas  que os cineclubes brasileiros deverão fazer por ocasião da   28ª. Jornada  Nacional de Cineclubes.  Mas, independentemente dos    resultados dessa Jornada, penso que estas reflexões podem ter validade e    utilidade para a prática mais geral e a médio prazo de cada  cineclube.   Ou, pelo menos, para os cineclubes que se identificam com a  idéia e o   papel de organização e representação dos interesses do  público, das   grandes maiorias do público. E que reconhecem nesses  interesses a   necessidade de uma profunda e radical transformação do  modelo de cinema   hegemônico, que exclui a população, marginaliza a  criação e impõe   ideologias e comportamentos de subordinação e  submissão.  Os cineclubes  que querem mudar o mundo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Cultura (e) política</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Cada  vez mais o Brasil se afirma no contexto internacional – e toma    consciência de sua importância crescente. As reformas,  fundamentalmente   do governo Lula, permitiram uma certa estabilidade,  crescimento e,  mais  importante, distribuição de renda que, lentamente,  vão mostrando  seus  resultados, extremamente importantes para a  maioria da população.  Essas  reformas não deixarão de ter reflexos  também no modelo vigente de  cinema  – e vice-versa.</p>
<p style="text-align:justify;">No plano político institucional, essas reformas se apóiam numa aliança de classes tão ampla que se tornou praticamente absoluta<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn1" target="_blank">[1]</a>.    O presidente Lula, com justiça, tem índices de aprovação    extraordinários, e nenhuma composição política questiona essencialmente o    projeto de desenvolvimento adotado. Parece que o Brasil vive uma  etapa   avançada da sua revolução burguesa incomum,  pacífica,  negociada, de  cima para baixo e até aqui sempre inacabada. É  um  momento  particularmente feliz da consolidação do capitalismo   brasileiro moderno  (e esse processo tem mais de uma semelhança com a   evolução do  cineclubismo no País).</p>
<p style="text-align:justify;">Esse  “consenso”, no entanto, tem articulações mais ou menos precisas   conforme  o momento político, as áreas sociais e/ou econômicas, as   articulações  das classes sociais. Por isso, a mudança de governo   representa mudanças  importantes e, mesmo dentro de uma mesma aliança   eleitoral,  recomposições que podem afetar profundamente diferentes   setores. A  “situação” (PT- PMDB e mais de uma dezena de partidos) tem   uma  composição mais popular e uma vocação reformista no campo social   muito  mais pronunciada. A oposição principal (PSDB-DEM-PPS) é mais   “burguesa”  e, num certo sentido, mais “moderna” – em comparação, por   exemplo, com  os elementos mais conservadores da aliança governamental –   e menos  sensível às questões sociais.  Além  dessas diferenças, que   podem representar mudanças fundamentais no  destino de milhões de   famílias num país como o Brasil, dentro de cada  “aliança” disputa-se e   distribuem-se setores, ministérios, empresas  públicas, programas e   ações governamentais que também influenciam, à  vezes de maneira   definitiva, o desenvolvimento de setores, regiões,  populações inteiras.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas  nestas eleições, como em um futuro visível, não se questiona    essencialmente o modelo econômico ou as relações sociais. Existe um    consenso no sentido da reforma, do aperfeiçoamento do<em> statu quo</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Cinema brasileiro, metáfora de classe</strong></p>
<p style="text-align:justify;">No  segmento do cinema, essa composição tem uma personalidade muito   própria.  Nos últimos anos houve mudanças muito importantes na estrutura    “representativa” do cinema no Brasil. A tentativa de criação da   Ancinav,  há uns cinco anos, provocou o fim de uma espécie de “modelo    neoliberal”, digamos, em que todas as entidades do cinema participavam    do Congresso Brasileiro do Cinema. A política do governo Lula – ou    melhor, da composição tripartidária que dirige o ministério da Cultura –    de tentar estabelecer regulamentações para todo o audiovisual, levou   ao  racha: saíram do CBC as empresas distribuidoras (Hollywood e    coadjuvantes), os exibidores e os produtores de longa metragem que fazem    parte desse concerto (ou acerto, em que levam 10% do mercado desde  que   associados ao sistema). A  “economia”<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn2" target="_blank">[2]</a> do cinema saiu do Congresso Brasileiro de Cinema.</p>
<p style="text-align:justify;">O modelo do cinema<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn3" target="_blank">[3]</a> continua igual, mas adaptou-se ao caráter contraditório deste governo.    Por um lado o “cinema”, a economia, o mercado, continuam onde sempre    estiveram, nas mãos dos mesmos: a exibição associada/dominada pela    distribuição, sob controle de Hollywood.  A novidade é a  adesão dessa   parcela importante da produção. E a essa  ótica juntou-se a ANCINE   (agência regulamentadora do setor). Esse é,  então, o lado da “gente   grande”. Do outro lado, reunindo as bases  reformistas do governo (PT e   PC do B, mais PV<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn4" target="_blank">[4]</a>),    ficou o MINC, e um Congresso Brasileiro de Cinema fragilizado, mas    sólido nos ambientes predominantemente de origem regional e    principalmente abedista<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn5" target="_blank">[5]</a> (o que hoje se chama de “área cultural” do cinema – um eufemismo que    mistura todas as ações que não encontram espaço no modelo comercial    hegemônico), aos quais também se juntou a entidade dos cineclubes, o    CNC, que antes “não existia” nesse nível. O público mesmo continua sem    representação.</p>
<p style="text-align:justify;">O  exercício metafórico pode não ser exato, mas até que se aplica   bem:  podíamos dizer que, no cinema brasileiro, existe uma espécie de    burguesia econômica e institucional do cinema brasileiro, representada    por essa aliança “Ancine/longa-metragem-que-é-exibido”, e há uma    pequena-burguesia, de diretores não cariocas (injustiça minha),    curta-metragistas, professores e estudantes de cinema, <em>cineclubedistas</em>,    produtores amadores e profissionais de projetos tipo Lei Rouanet e    editais, que tem espaços e assentos no Minc (a não ser quando a Ancine    manda tirar, como aconteceu recentemente com o secretário do    Audiovisual). Finalmente, tem um proletariado, que não tem assento em    lugar nenhum (só cadeirinhas de plástico ao relento em suas comunidades)    e  recebe “bolsa-cine+cultura”. É o público das comunidades, dos    cineclubes, que são vocacionados para, mas certamente não representam    efetivamente os 92% que não vão ao cinema – aliás, que não vão a quase    lugar nenhum.</p>
<p style="text-align:justify;">Gosto  dessa metáfora. Porque ela deve vista como não excluindo a   importância  do cinema brasileiro de longa metragem, do seu espaço no   nosso  imaginário e na identidade. Ser contrário à burguesia não é   ignorar sua  contribuição, seu lugar no processo civilizatório. Da mesma   forma, ser  crítico em relação à pequena-burguesia não pode levar a   desconsiderar  seu papel deveras importante, pois é ela que reivindicou   (e reivindica) e  conseguiu em grande parte, uma importante ampliação e   regionalização da  produção de curtas, sem esquecer essa modesta, mas   assim mesmo  significativa, política de ampliação da exibição. Mas o   público, que  avançou um tiquinho graças a esses caminhos, ainda quase   não tem voz, e  seu projeto, para o conjunto do cinema brasileiro, ainda  está para  efetivamente ser construído e apresentado.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Teoria ou euforia</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O  movimento cineclubista parece passar por um momento de crescimento   e  reorganização; no Brasil, esse sentimento beira a euforia. Mas  nossa   história é, na verdade, feita de momentos mais ou menos  brilhantes   entremeados de silêncios bem mais longos.</p>
<p style="text-align:justify;">No  plano mundial, a década de 20 foi marcada por uma mobilização   enorme do  público em torno dos cineclubes, mergulhada num caldo de   renovação  estética, de influxo revolucionário, de resistência política e    ideológica. Os anos 30 e 40, contudo, viram a vitória do modelo <em>hollywoodiano</em> de cinema e a dissolução de um movimento internacional cineclubista    operário adoecido com o stalinismo e assassinado pela guerra. Os anos 50    e 60 trouxeram um novo fôlego de democracia associada à criatividade:    delas nasceu um novo ciclo internacional do cineclubismo, houve a    criação da FICC, o neo-realismo e os novos cinemas, um pouco em toda    parte. O restante do século, contudo, assistiu a uma certa cristalização    do cineclubismo e, finalmente, o declínio do  associativismo,   acompanhados pela crescente influência do liberalismo e  do   individualismo.</p>
<p style="text-align:justify;">No  Brasil, resumidamente, tivemos um tardio ciclo virtuoso nos anos   50, com  a expansão da cinefilia, ou cultura cinematográfica,   impulsionada pela  geração de Paulo Emílio Salles Gomes, ao lado do   estímulo da Igreja à  democratização e moralização do cinema através dos   cineclubes. Esta  última entrou em estágio crítico com a criação da   CNBB e o abandono da  política de valorização do cinema (1962); a   primeira faleceu não tanto  pela repressão – que não pode, porém, ser   ignorada – como pela  perplexidade e incapacidade de propor novas   perspectivas. O ciclo  positivo que vai do início dos anos 70 à metade   dos 80 também foi  seguido pela atomização e desorganização do movimento   por mais duas  décadas.</p>
<p style="text-align:justify;">O que  acontece hoje no Brasil – e potencialmente em todo o mundo –   vai  permanecer, consolidar-se, frutificar? Ou vai ser mais um soluço    histórico, um breve momento de emergência de um movimento social –    supostamente do público organizado – que não consegue se consolidar,    ainda que também nunca desapareça, vegetando, esporo incubado, por    longos períodos, em iniciativas tão isoladas quanto ricas: organismos    unicelulares que podem sempre voltar a germinar, mas incapazes de    estabelecer uma cultura própria e sólida e, dessa base, evoluir?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Teoria e prática</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Acredito  que o fator desagregador principal do cineclubismo, a   fraqueza que  quebra o elã de seus impulsos formidáveis mas episódicos, a   força  determinante a impedir o público de se organizar de forma   estável e  estabelecer uma prática transformadora permanente tem sido   sua  incapacidade de formular uma teoria própria, uma <em>alternativa histórica de emancipação</em>. Penso também que, desde os anos 70 e 80 essa teoria se esboçava<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn6" target="_blank">[6]</a> – e a <em>Carta de Tabor dos Direitos do Público</em> (1987) é a expressão política mais visível dessa formulação -, mas o    movimento cineclubista real ainda não teve forças para consolidá-la.</p>
<p style="text-align:justify;">Será que temos hoje um movimento  nacional, ancorado solidamente num  público organizado em suas – as mais   diversas – comunidades,  consciente e reivindicativo, ou apenas uma   multiplicação artificial de  pontos de exibição estimulada de fora das   comunidades que se mantêm  platéias, por um setor da produção que não   encontra outro canal para  ser exibido? É neste impasse que possivelmente   se inscrevem as opções  políticas que se colocam agora para os   cineclubes, menos na Jornada –  que me parece já mais ou menos decidida<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn7" target="_blank">[7]</a> –, mas nas práticas de cada cineclube e na sua capacidade de se    articular como um movimento nacional e popular que realmente represente    um segmento importante do público, e seja capaz de expressar sua visão    do mundo. Ou não.</p>
<p style="text-align:justify;">A  citação de Lenin que serve de epígrafe para este texto remete a   uma  realidade que, em meio ao ciclo de crescimento, pela imposição de   um  “silêncio político” combinado ao acerto em camarilha, pela agitação   de <em>slogans</em> desprovidos de seus conteúdos (os direitos do   público), contamina o  movimento cineclubista brasileiro, subordinando   ideologicamente sua  visão, sua prática e seu público à produção,   reificando seus direitos  como mera acessibilidade – isto é, formação de   platéias consumidoras – e  reduzindo a política à sua expressão menor,   às práticas imediatas, aos  acertos de gabinete, o que conduziu ao   atrelamento, dependência e  virtual submissão a certos aparatos   governamentais. O cineclubismo  brasileiro está a se constituir  não em   real forma de organização do público, mas em “meio de  comunicação”,   correia de transmissão, aparato de difusão de conteúdos, a  serviço do   Estado e da produção<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn8" target="_blank">[8]</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">O  cineclubismo brasileiro, em seu topo, defende a circulação de   filmes  (organizada pelo Estado), mas não propõe a sustentabilidade dos    cineclubes e/ou sua participação nos mecanismos de decisão e gestão    desse Estado; se propõe a carne-de-canhão contra o ECAD – ajudando    setores poderosos da economia -, quer mobilizar os cineclubes até para a    aprovação da lei de TV por assinatura (!), mas não participa    absolutamente da discussão de programas de salas de projeção populares;    estimula a produção de relatórios de exibição (futuros mecanismos de    remuneração da produção) para instituições do governo, mas descura da    sua própria distribuidora de filmes, isto é, da organização autônoma do    movimento (apesar de ter uma Dinafilme em sua história); divulga sem    avaliação anúncios das  agências governamentais, mas não cuida de uma   publicação própria (como  exigem os estatutos da entidade nacional),   entre tantas questões… O  “cineclubismo” participa de múltiplos eventos   oficiais, mas não propicia  encontros ou discussões entre os  cineclubes;  nas raras vezes que o faz,  não disponibiliza os debates ou  sequer suas  conclusões. Muitas  federações regionais praticamente não  existem. Há  uma insidiosa  fragilidade escondida sob um manto de  unanimidade festiva  e de  “conquistas” duvidosas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Prática e teoria</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Os  conceitos de cineclube e de público, e sua relação com o universo    audiovisual nunca foram, na verdade, discutidos sob a ótica apenas    esboçada por alguns teóricos cineclubistas<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn9" target="_blank">[9]</a>, a partir dos anos 70. Ótica mais ou menos expressa na <em>Carta de Tabor</em>,   aprovada por um movimento cineclubista que não é exatamente o de hoje,   nem no Brasil (que não  estava presente) nem no mundo: a FICC tem hoje   menos da metade de países membros que naquela assembléia de 1987.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas essa visão incipiente é (d)a essência do cineclubismo: aponta  para o estudo, a crítica, a recuperação e a construção de uma concepção  própria e nova do cinema, onde o público, contextualizado histórica,  social e politicamente, é o elemento determinante  (e não a produção, a  linguagem, o texto ou mesmo o espectador abstrato   da psicanálise ou do  marketing). E do cineclubismo como forma de   organização desse  público, construída historicamente para se constituir   numa <em>instituição privada de hegemonia</em>, como disse Gramsci: numa ferramenta de construção de uma alternativa histórica de emancipação.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa  trajetória, sua dinâmica e conteúdo, está praticamente por ser   edificada  no plano teórico. Na prática, cineclubes em todo o mundo a   constroem,  de forma contraditória, desigual, no mais das vezes precária   e efêmera.  Mas com uma riqueza que nenhuma outra instituição   cinematográfica – e  talvez cultural – pode igualar. Sem, no entanto,   consolidá-la<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn10" target="_blank">[10]</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa diversidade inesgotável de formas dentro de um mesmo movimento, instituição e conceito (característica básica do <em>cineclube</em>),    essa adaptabilidade a diferentes momentos, conjunturas e mesmo    dispositivos tecnológicos, dentro da modernidade e do capitalismo,    aponta para o entendimento do público como força essencial de    transformação de um modo de produção em que a informação, o conhecimento    e o entretenimento – em duas palavras, a cultura (e/ou a indústria)    audiovisual – se tornaram elementos centrais e fundamentais. E para a    compreensão do cineclube como arquétipo de organização do público    audiovisual.</p>
<p style="text-align:justify;">A  precariedade física e moral, prática e teórica, ou vice-versa, é o    espectro que ronda o cineclubismo, em época de aparente vigor, mas na    ausência de uma reflexão que permita compreender e consolidar suas    incríveis potencialidades. Sem teoria não há movimento.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O público como classe</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Há várias abordagens teóricas ou acadêmicas para o conceito de público<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn11" target="_blank">[11]</a>,    mas aqui não é o lugar nem o momento de examiná-las. Vamos resumir    enormemente a que corresponde à experiência histórica cineclubista e    embasa nossa proposta para o movimento:</p>
<p style="text-align:justify;">O público moderno – o conjunto das relações interativas entre <em>participantes</em><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn12" target="_blank">[12]</a> e as mensagens culturais a eles dirigidas – é um conceito estabelecido a  partir da constituição do público de cinema,   fundamentalmente no  início do século XX, que lhe serve de paradigma. O   público de cinema  se constituiu através de um processo  contraditório  de luta pela  hegemonia no controle dos meios de produção e  circulação  da reprodução  simbólica da realidade, através do meio recém  descoberto –  as imagens  em movimento -, que permitia não apenas um grau  superior e  inédito de  re-produção da realidade, mas que tinha na  reprodutibilidade  mesma  sua condição essencial de existência e de  expressão<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn13" target="_blank">[13]</a>.    Inicialmente constituído pelas classes trabalhadoras, pelas ondas de    imigrantes (nos EUA, principalmente) e pela assimilação de mulheres e    crianças proletárias,  paulatinamente (numa luta de classes acirrada, e   documentada<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn14" target="_blank">[14]</a>)    o dispositivo do cinema incorporou os setores médios, neutralizou ou    domesticou as massas e suas vanguardas, estabeleceu e consolidou um    modelo de recepção – isto é, de público – <em>espectatorial</em>,   ordeiro e submisso, e uma linguagem ideologicamente alinhada,  linear  e   mistificante. Formadas a partir desse modelo cinematográfico, as    audiências das posteriores formas e linguagens de  comunicação de massa   (rádio, televisão, espetáculos em geral) se  moldaram nos mesmos   princípios: espectatorialidade, linguagem  “clássica”, etc.</p>
<p style="text-align:justify;">A  marcada evolução do capitalismo neste último século implicou numa    estruturação diferente das classes e segmentos sociais em relação à    conceituação com que trabalhavam os primeiros teóricos socialistas. Com a    diminuição da importância relativa do segmento fabril da classe    operária, a extensão das relações corporativas ao campo, o aumento    expressivo do trabalho no setor de serviços, muitos se perguntam sobre a    constituição efetiva do proletariado contemporâneo e seu papel na    emancipação do homem. Essa despersonalização e assimilação em grande    escala tem muito em comum justamente com o processo de formação do    público moderno.</p>
<p style="text-align:justify;">Outra característica da sociedade contemporânea é a sua “mediatização” e a constituição dos espaços mediáticos (essencialmente <em>audiovisualizados</em>)    como campo privilegiado do embate simultaneamente econômico, político  e   ideológico. Ora, nesse sentido, o público – basicamente o público  do   audiovisual, que corresponde à imensa maioria da população (ou,  pelo   menos, à parcela desta que participa do espaço midiático e da  mediação   social e política) – é potencialmente a expressão do  proletariado   moderno<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn15" target="_blank">[15]</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">As  classes sociais não se definem (exceto na visão econômica   burguesa) pelo  seu perfil estritamente econômico, por sua renda ou por   seus haveres,  mas pelo lugar que ocupam na reprodução das relações de   produção. Numa  sociedade em que os meios de representação simbólica se   tornaram  centrais na reprodução do modo de vida e das relações  sociais,  o  proletariado moderno não se define apenas por não possuir  os meios  de  produção, mas também especificamente por não possuir os  meios de   produção simbólica; não apenas por ter somente sua força de  trabalho   para negociar no mercado mas, igualmente e complementarmente,  sua <em>atenção</em>, sua <em>subjetividade<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn16" target="_blank"><strong>[16]</strong></a></em>.</p>
<p style="text-align:justify;">As  classes sociais ou blocos de classes são sujeitos sociais que se    defrontam com outras classes ou blocos de classes. Nesse conflito,    estabelecem sua hegemonia e/ou se definem como <em>alternativa histórica</em>. Ser capaz de formular uma alternativa histórica é o que define o caráter emancipador do proletariado, pois uma <em>alternativa histórica</em> é necessariamente revolucionária<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn17" target="_blank">[17]</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Ser capaz de formular uma alternativa histórica, expressar uma visão de mundo própria, indica também a construção de uma <em>subjetividade</em> <em>consciente</em>:    a consciência de classe. A luta de classes contemporânea se dá, em    grande parte, na disputa pela apropriação dos sentidos das coisas. A    reificação, ideologização e incorporação da <em>atenção</em> como fator de reprodução do mundo <em>versus</em> a subjetividade autoconsciente como ferramenta de construção de uma    alternativa histórica. O audiovisual é hoje o principal campo e    instrumento de expressão dessa disputa ideológica.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O Cineclube como instituição do público</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Os cineclubes têm origem nesse processo contraditório de formação do  público, na dinâmica de recepção, resistência e apropriação  do “cinema”  em formação. Inicialmente introduzidaq como ferramenta de   discussão,  na tradição das conferências e debates em agremiações   populares<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn18" target="_blank">[18]</a>,    que vêm desde a série das lanternas mágicas, a projeção foi ocupando    cada vez mais  o centro dessas atividades e, paulatinamente, se  tornando  o objeto  mesmo do debate. Como já escrevi em outra parte, em  1913  surge “<em>a primeira clara formulação de um objetivo de </em><em>organização do público</em><em>,    que compreende o enfrentamento da questão central da apropriação do    imaginário pelo cinema comercial… É a primeira experiência consciente    de produção coletiva, do </em><em>público como autor</em><em>, com vistas à superação desse estado de coisas</em>”<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn19" target="_blank">[19]</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao longo da década seguinte, foi se consolidando o que Gauthier<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn20" target="_blank">[20]</a> chama de <em>protocolo cinéfilo</em>,    um conjunto de características em que reconhecemos vários elementos    mais ou menos gerais e/ou permanentes da atividade cineclubista:    associativismo, sistematicidade das sessões, debate, publicações, luta    contra a censura, defesa do cinema  independente (em vários sentidos:   econômico, estilístico, etc), crítica  da alienação e da dominação e,   finalmente, produção de filmes que  refletem esses princípios. Assim, a   forma institucional derivada  diretamente das organizações populares, o   associativismo, adaptando-se a  algumas características de sua   atividade-fim, o cinema, consolidou-se  internacionalmente. Os   cineclubes brasileiros, alemães ou burquinabês  têm a mesma constituição   institucional que, por sua vez, não difere  essencialmente do fomato  do  Cinéma du Peuple, de 1913 e, especialmente,  do<em> movimento</em> de cineclubes dos anos 20.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim  como o público do cinema constituiu-se como paradigma do   público  moderno em geral, o cineclube é o modelo básico de organização   desse  público. Por razões que caberia estudar melhor, o leitor, o   público de  teatro, de dança ou de qualquer outra linguagem e atividade   artística,  não consolidou uma <em>forma institucional</em> geral e permanente<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn21" target="_blank">[21]</a>.    Como os sindicatos, em relação às categorias de trabalhadores, os    cineclubes, desta forma, corporificam um paradigma da (e para a)    organização do público, em suas diferentes comunidades. Dos elementos    essenciais de sua forma institucional podem ou devem derivar, se adaptar    (como já acontece com os cineclubes nos diversos momentos, lugares e    dispositivos tecnológicos), as características de outras formas de    organização do público: associativismo democrático, ausência de    finalidade lucrativa, compromisso ético<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn22" target="_blank">[22]</a>.    Particularmente grave, importante e urgente, é o fato de que os    cineclubes, mesmo os que mais organicamente representam suas    comunidades, ainda ocupam e exercem um papel extremamente reduzido em    relação ao <em>público audiovisual</em>, já que não existem,   praticamente,  formas associativas em torno da recepção do cinema   comercial e da  televisão. Formas coletivas – não necessariamente   associativas –  embrionárias engatinham na rede cibernética do planeta.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O cinema morreu, viva o cinema</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Além  de, fundamentalmente, revelar o processo de formação e a   imbricação do  cinema e do cineclubismo, o destaque que escolhi para a   abordagem  histórica neste texto procura salientar pelo menos dois   aspectos que  julgo importantes para a compreensão e definição de   algumas das tarefas  que se colocam para os cineclubes na atualidade.    Por um  lado, as semelhanças, ou melhor, as associações possíveis entre o    processo de desenvolvimento do “primeiro cinema”, à procura da   definição  e controle do seu mercado pela domesticação da recepção, e os   caminhos  do audiovisual hoje. Por outro lado, a criação da  instituição  cineclube e  de um <em>protocolo cineclubista</em> de  experiências de  apropriação  crítica do  cinema, hoje bastante  “desprestigiado” diante  de uma vaga ideológica  liberal e paternalista  que procura,  principalmente, impor o  empreendedorismo como opção para o   associativismo democrático e a  dependência do Estado ou da empresa em   detrimento da organização  popular.</p>
<p style="text-align:justify;">Como diz Lacasse<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn23" target="_blank">[23]</a>,    o cinema não nasceu mudo, mas em meio a narradores, explicadores,    conferencistas – e, acrescento eu, vaias, conversas, manifestações    organizadas -, além de uma grande intermedialidade com outras formas de    expressão, como o canto, o teatro, a dança, etc. O público é que foi    silenciado, à medida que o cinema estabelecia uma narrativa hegemônica.    Da relação  interativa do começo do “cinema”, entre o público e o   filme, só o  cineclube preservou não apenas a oralidade (o debate), mas   todo um  dispositivo ou protocolo de ações de apropriação crítica,   condição  essencial para a superação da perspectiva de dominação do   cinema  comercial e para a construção de uma visão própria e crítica,    indispensável para a edificação de <em>outro cinema</em>: o cinema do público.</p>
<p style="text-align:justify;">O que importa essencialmente na relação entre o público e o cinema, são as condições de<em> apropriação crítica</em>,    e não o mero acesso aos filmes (condição necessária mas insuficiente)    que, por si, corresponde apenas à necessidade de criação de platéias   ou,  em uma palavra: mercado. <strong>A questão da apropriação de   conteúdos e  sentidos, com vias ao desenvolvimento da sua capacidade de   expressão, é a  tarefa mais essencial que se coloca hoje, e desde   sempre, para o  público. E sua ferramenta para tal é o cineclube.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O  dispositivo ou a instituição cinematográfica que se consolidou    principalmente ao final dos anos 20 e com a implantação do som, e que    foi objeto da maior parte dos estudos cinematográficos até hoje, morreu.    O cinema “literário”, linear, cuja recepção se dava na tela do  cinema,   com a atenção exclusiva do espectador, não existe mais. A  relação   preponderante não é mais a do cinema, mas do audiovisual –  como conjunto   de formas de difusão e recepção, muitas ainda em  desenvolvimento. De   fato, ao tentar rentabilizar e controlar essas  formas de difusão e   recepção, que são ao mesmo tempo segmentos e  mercados, o audiovisual   recoloca várias questões que, de forma  semelhante, existiram nos   primeiros tempos do “cinema”:  intermedialidade, direitos patrimoniais,   etc. E, inclusive, o  lugar e  o papel (e a linguagem<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn24" target="_blank">[24]</a>) do cinema “em sala”.</p>
<p style="text-align:justify;">É uma  luta de classes, entre o público e as corporações planetárias   de  comunicação e entretenimento, que tem mais de um aspecto em comum   com as  batalhas que aconteceram nos <em>nickelodeons</em> e nos   primeiros  cineclubes. A mais visível dessas batalhas é a disposição do   público, em  todo o mundo, de acessar, copiar e interagir livremente  com  conteúdos  audiovisuais, e as tentativas de repressão e controle  dessas  ações por  parte das empresas de “comunicação”, entidades de  classe  patronais e  organismos governamentais.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa  disputa revela a existência de fragilidades e oportunidades,   geradas  inclusive nas tentativas de compreensão e controle dos novos   mercados.  Um exemplo bem claro é o do abandono relativo do mercado   exibidor. Na  procura da rentabilidade maior entre os segmentos do   público de cinema  de maior poder aquisitivo, assim como pelo controle   da articulação entre  os diferentes mercados (ou “janelas”: do DVD, tevê   a cabo, tevê aberta,  etc), o cinema hoje, particularmente (mas não   exclusivamente) nos  países menos desenvolvidos, abandonou a grande   maioria da população.  Portanto, <strong>outra tarefa fundamental para   os cineclubes é a ocupação e a  organização desse espaço audiovisual –   que no Brasil é da ordem de 90%  da população – em função dos    interesses e das necessidades do público. </strong>O cinema morreu, viva o novo cinema!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ocupar e reorganizar o espaço audiovisual</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Essa  questão demanda amplas discussões e o espaço da Jornada é um   dos mais  importantes – ainda que apenas politicamente, pois a reflexão   sobre esta  questão deve ser sistemática e permanente, possivelmente   através de  seminários e textos que extrapolam um congresso eleitoral.   Mas para a  tomada de posição, para o estabelecimento de um programa  básico de ação e um compromisso  da direção eleita,  a  Jornada é a  ocasião mais adequada. Para isso,  mesmo que a discussão  seja bem mais  ampla, alguns pressupostos devem  ser definidos  inicialmente – e os  incluo entre estas <em>tarefas</em> que estou elencando. Essas tarefas,  como propõe o título deste artigo,  cabem fundamentalmente aos  cineclubes, na  (construção de) sua relação  com seu público. E às suas  entidades representativas como expressão  desse público em<em> movimento.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Se o  cineclube é a instituição do público, é preciso assumir essa   condição em  sua plenitude. Ou seja, o cineclube é uma instituição   fundamental da  sociedade democrática, não é uma atividade   “filantrópica”,  “experimental”, “juvenil”, “amadora” (as aspas indicam o   emprego de um  sentido pejorativo, de coisa de caráter especial,   carente ou exótica, e  principalmente desimportante) que se inclua entre   as ações de  beneficência ou assistência social. Não, o público é a   maioria absoluta  da população, e é categoria central no processo   social, para a  reprodução ou para a transformação das relações sociais.   A ação  cineclubista é central e essencial para a sociedade   audiovizualizada. Se  o audiovisual é central no processo político e   social contemporâneo, a  instituição audiovisual do público tem que   ocupar uma posição central  na organização desse público.  E na política   pública, como na “política popular”, para o audiovosual.</p>
<p style="text-align:justify;">O  cineclube deve estar presente em todas as comunidades e ter   organização e  meios para cuidar dessa intermediação do público e do   audiovisual. Em  todas as cidades, em todos os bairros das cidades um   pouco mais  importantes, em todo tipo de aglomeração campesina, nas   unidades  industriais e comerciais importantes, nas escolas de todos os   níveis e  em todas as associações profissionais e organizações de   interesses  comuns deve se organizar um cineclube.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse processo, que é responsabilidade essencialmente do público, deve  obrigatoriamente  (por meio de lei e disposição orçamentária) ser  reconhecido e   estimulado pelo Estado, em todos os níveis (federal,  estadual,   municipal, e agências, organismos e programas estatais nos  três níveis).   De fato, sem querer prejudicar qualquer conquista já  obtida pelos   setores da produção, o investimento governamental na  constituição de   organizações do público audiovisual é a política mais  consistente para a   criação de um ciclo econômico sólido e efetivo para  a produção e   exibição da produção audiovisual. <strong>Portanto, esta  é outra tarefa   programática para o movimento cineclubista: preparar e  reivindicar   legislação e disposições orçamentárias de  reconhecimento  e apoio aos  cineclubes. Neste quesito, inclui-se  tratamento  equivalente para a  manutenção das entidades representativas  dos  cineclubes, como  associações municipais, federações ou organizações   equivalentes e  confederações nacionais </strong>– tal como já acontece com as centrais sindicais, entidades estudantis, etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas,  do reconhecimento de que cabe essencialmente ao público a    responsabilidade de se organizar, decorre a compreensão de que esse    processo não pode depender exclusivamente do poder público ou de    qualquer outro poder. Assim, por princípio e de uma maneira geral, <strong>os cineclubes devem ser auto-sustentáveis, estruturados em função do apoio e da autoconsciência de suas comunidades</strong>, evidentemente em articulação com políticas públicas e/ou privadas de fomento, apoio e outros patrocínios. <strong>Sustentabilidade é sinônimo de independência</strong>; o contrário leva necessariamente à dependência e/ou subordinação.</p>
<p style="text-align:justify;">No  Brasil, particularmente – o que me parece claramente corolário da    subordinação tratada mais atrás neste texto – elementos do protocolo    cineclubista, justamente referentes à sustentabilidade de suas ações,    caíram praticamente em desuso: a gestão de associados contribuintes    (elemento, aliás, importante, senão essencial, na própria organização da    democracia interna do cineclube); a cobrança de taxas de manutenção  em   suas atividades (até mesmo a contribuição voluntária, “passar o   chapéu”,  virou raridade); a promoção de ações de financiamento, como   rifas,  “bailinhos”, etc… Mesmo os cineclubes que já tenham apoios devem   ter  ou criar essa condição de independência, sob pena, justamente, de    orientarem sua ação em função dos limites estabelecidos pelo    “patrocinador”. E, convenhamos, os recursos hoje atribuídos aos    cineclubes, seja pelo governo federal e por alguns poucos estados, são    muito modestos e limitados.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tarefas cotidianas e permanentes</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Como  instituição audiovisual da comunidade, ao cineclube se colocam   inúmeras  responsabilidades, na perspectiva de apropriação do  imaginário  coletivo –  e em função das oportunidades históricas a que  nos  referimos. Cineclube  não é apenas exibição de filmes (o que  poderia  colocá-lo muito próximo  do mero formador de platéias), mas  apropriação  do audiovisual em todas  as suas dimensões. Destas  dimensões, saliento  algumas de imediato que,  na prática, se confundem e  se completam:</p>
<p style="text-align:justify;">1. A exibição como ato de  cultura: o tratamento do cinema e das suas   obras individuais como um  valor artístico e cultural em si,   permanente, não perecível. Como  instrumento de formação: o filme como   veículo transversal na abordagem  de segmentos do conhecimento (o   próprio cinema, literatura, história,  geografia, dança, etc); na   abordagem da experiência coletiva (saúde,  civismo, segurança…), e na   construção da identidade (autoconhecimento  da vida comunitária, sua   história, etc). Como instrumento de informação:  o audiovisual – cinema,   tevê, internet, etc – como mediação e  socialização, a crítica da   imprensa e da informação em geral. Como  instrumento de intercâmbio com   outras comunidades, de todo o mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">2. O debate como  instrumento convivial de compreensão e formação,   através do  compartilhamento das experiências do público. O cineclube, a   meu ver,  não ensina nem “alfabetiza” o olhar. O público já nasceu na   frente da  televisão e se socializa principalmente através das mídias   audiovisuais.  O “debate” – inventivo, informal – propicia e favorece a   troca de  experiências pessoais e comunitárias com vistas ao   reconhecimento e construção coletiva da visão de mundo,   dos interesses  e identidade do público. Assim como das subjetividades   individuais  dos participantes. Acredito que toda pretensão de “ensino”   de como ver  ou entender um filme, além de vã, é autoritária.</p>
<p style="text-align:justify;">3. A atividade cineclubista  como espaço de convivência e identidade.   O cineclube precisa ter  (quando possível, como meta) uma sede<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn25" target="_blank">[25]</a>.    Um espaço de projeção de qualidade, com conforto. Deve ter espaço de    convívio (sala de estar, barzinho, para material de leitura, jogos,    televisão, computador…) e de aprendizado (bibliofilmoteca-arquivo da    comunidade, espaço de montagem e produção), promovendo festas, saraus,    leituras, cursos, oficinas, etc. <strong>É inadmissível deixar passar  os   projetos de criação de salas populares da ANCINE como estão   formulados,  excluindo os cineclubes e reproduzindo o modelo comercial </strong>(mesmo   no  caso de uso de tecnologia digital), aliás inaplicável nas   comunidades a  que se destina, hipoteticamente, a maior parte desses   programas. O  Estado faz “consulta” pública para obter apoio e organiza   programas e  investimento sem consultar ninguém (exceto o capital)? O   cineclube  também precisa construir um espaço virtual de interação e   convívio, que  não exclui formas individualizadas de fruição audiovisual   – mas  interconectadas num nível de diálogo e compartilhamento da(s)    experiência(s).</p>
<p style="text-align:justify;">4. A atividade cineclubista como tessitura de relações e instituições comunitárias. O cineclube deve interagir<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn26" target="_blank">[26]</a> com as demais instituições e iniciativas importantes da comunidade,    reforçando-se mutuamente nessa ação. A(s) escola(s) me parecem a(s) mais    importante(s) dessas instituições, e a discussão dessa relação deve   ser  também objeto de um espaço na Jornada e de deliberações   programáticas  específicas<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn27" target="_blank">[27]</a>.    Outras iniciativas culturais também me parecem prioritárias, isto é, a    sinergia com grupos de teatro, de dança, de leitura, etc, que existam   ou  possam ser incentivados na comunidade. Essas iniciativas e suas    diferentes práticas e linguagens podem ser incorporadas nas atividades    do cineclube em diferentes níveis Mas nenhum outro campo está excluído,  a   juízo da deliberação do cineclube: hospitais, igrejas, comércio,    segurança… A organização de atividades voltadas para a organização e    autoformação de segmentos das comunidades em que tais casos se aplicam,    também é  muito importante: crianças, jovens, mulheres, homens, certas   faixas  etárias, subgrupos de interesses: política, esporte,  literatura,   história do cinema… Cineclubinho, teleclube, videoclube,  netclube,   etc.</p>
<p style="text-align:justify;">5.  O  cineclube como arquivo da comunidade. As cinematecas nacionais    consolidaram como missão a preservação da memória audiovisual    “nacional”. Isto significa preservar, a custos com que só o Estado pode    arcar, prioritariamente os filmes “mais importantes” (sobretudo de    longa-metragem) e outros documentos da produção audiovisual mais    relevantes ou mais ameaçados. No entanto, atualmente a produção    audiovisual cresce exponencialmente, e se alastra pela sociedade, em    documentos locais, familiares, etc. Não há mais limite para essa    documentação e memória da sociedade. Sua preservação em um único arquivo    é impossível. Portanto, como instituição audiovisual da comunidade,    deve caber ao cineclube (e para isso deve receber formação e recursos,    em convênio com instituições públicas e privadas) a salvaguarda da    memória e,  consequentemente, a preservação da(s) identidade(s) da   comunidade.  Acrescente-se que a memória das comunidades, dos segmentos   menos  privilegiados da população não é, hoje, valorizada e preservada,  e  que  isso é igualmente parte fundamental do processo de apropriação  do   imaginário e autoconsciência popular. E vale lembrar que a idéia de    colecionar e preservar é essencialmente de origem cineclubista:    praticamente todas as cinematecas do mundo evoluíram a partir de    cineclubes. Evidentemente, na medida do possível, esse arquivo deve ser    disponibilizado para a comunidade, na sede do cineclube e através de    empréstimo (com taxa de manutenção, lembro).</p>
<p style="text-align:justify;">6. O cineclube como produtor coletivo de um cinema do público.   Os  filmes têm como produtor (no sentido de quem decide, possibilita e    organiza – todas as três operações – a realização de um filme): o   grande  capital – no modelo Hollywood, Globofilmes, etc -  ou o    empreendedor mais ou menos independente (frequentemente o chamado cinema    de autor), além do Estado, quando este exerce um direcionamento    artístico e/ou ideológico – senão caímos nas alternativas anteriores. O    que chamo de cinema do público é quando essa tríplice responsabilidade    recai sobre a instituição da comunidade, o coletivo do cineclube. A    criação de um <em>novo cinema</em>, ancorado numa organização   alternativa  (no sentido de alternativa histórica a que me referi antes)   da economia  do ciclo  produção-distribuição-exibição (ou consumo) tem   por base o cineclube, o  público organizado. Nesse sentido, a produção  é  igualmente uma meta  fundamental para os cineclubes. Na acepção de   instituição da comunidade  (não importando, portanto, se o roteiro ou a   direção são individuais),  os projetos e os esforços são decididos de   forma coletiva e democrática,  e tendem a responder (não necessariamente   de maneira estrita ou  mecânica) aos interesses e necessidades da   comunidade. Com a facilidade  relativa de produção que existe   atualmente, a produção de um cineclube  pode evoluir da documentação da   história e da vida da comunidade em  todos os níveis (elemento   fundamental na recuperação da memória e  construção da identidade da   comunidade), até produções mais complexas e  ambiciosas, ficcionais ou   não.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tarefas do movimento</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A produção, como é claramente um <em>momento</em> da atividade   audiovisual, talvez mais que outros aspectos da prática  cineclubista,   demonstra a necessidade de existência de uma articulação  entre os   cineclubes, de um <em>movimento</em> em nível local, nacional e    mundial. Que é, por sua vez, a condição da expressão real de uma visão    de mundo emancipadora e da construção de uma alternativa histórica    democrática.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Movimento </em>se opõe, em certa medida, à idéia de <em>rede</em> como forma e objetivo de organização. Não me interesso pela exegese semântica aqui, mas penso que <em>movimento</em> demanda sentido e direção, enquanto que a idéia de rede pode implicar    apenas na tessitura de relações que se “amarram” em si mesmas. É    evidente que as redes virtuais existentes constituem um instrumento    fundamental de relacionamento entre as pessoas e organizações – elas são    indispensáveis. Mas é importante não ficar no plano do mero contato   sem  conseqüência, não cair na interrupção do diálogo propiciado pela   falta  de comprometimento (que é facilitadora em outros níveis) do meio.   Além  das  redes de intercâmbio, os cineclubes precisam de outros   instrumentos de  participação e mobilização, se querem efetivamente   representar o público  e se pretendem participar e influir no   desenvolvimento do audiovisual  no Brasil. Não basta tecer relações, é   preciso transformá-las em energia  e direção de transformação (e/ou   resistência).</p>
<p style="text-align:justify;">As  listas de cineclubes, por exemplo – especialmente a lista   nacional,  “cncdialogo” -, têm exercido um papel fundamental da   divulgação dos  cineclubes e do movimento, favorecem a circulação de   informações,  “dicas” de programação e de contatos. Eventualmente   serviram para uma  mobilização específica: o abaixo-assinado. Mas me   parece evidente que  têm se mostrado ineficientes na promoção da   discussão de questões  importantes – o debate morre depois de duas ou   três manifestações – da  mesma forma que para a organização de certas   ações solidárias – como nos  casos de proibição de eventos e outras   pressões exercidas sobre  cineclubes: o apoio dos congêneres falece   depois de poucas adesões,  expondo mais a fraqueza que a solidariedade   cineclubista. Também como  elemento de  democracia interna, a lista não é   eficiente, mas aqui, creio que a  responsabilidade cabe mais à direção   do CNC. A entidade não se relaciona  organicamente com o movimento,   publicando informes sem sistematicidade,  de importância variável e   mesmo questionável. Informações sobre  deliberações correntes da   diretoria são escassas; resultados e  deliberações de eventos   importantes (como a Pré-Jornada) praticamente  não são divulgados; as   listas também não servem muito – ou só  discriminatoriamente – para   esclarecimento e diálogo entre os cineclubes  e sua entidade nacional.</p>
<p style="text-align:justify;">De  qualquer forma, o que releva aqui é a necessidade de elementos    complementares e específicos de reflexão, debate e informação do    movimento, o que implica democracia e capacidade de elaboração    teórico-prática, de mobilização e intervenção.</p>
<p style="text-align:justify;">1. <strong>Publicações</strong> – Tal como obriga o artigo 5º. dos  estatutos do CNC, o movimento necessita de uma publicação periódica de  informação e debate, aberta a todos os cineclubes.   O estatuto  distingue claramente publicação impressa e virtual, e exige   ambas. Por  ser disposição estatutária nem precisaria ser repetida  aqui,  mas… A  própria experiência parece demonstrar que o caráter menos   transitório  da reflexão impressa, o compromisso aparentemente mais   definitivo no  papel, assim como as faltas e ausências melhor notadas   numa totalidade  editorial, são uma necessidade premente para o   movimento.  Isso, sem  mencionar a interação com o restante da sociedade:  movimentos sociais,  entidades de cinema, governos, etc. <strong>A   Jornada deve, até para   fazer cumprir os estatutos, debater e deliberar  sobre formato   editorial, periodicidade, etc, de pelo menos uma  publicação oficial do   movimento. </strong>Tradicionalmente era o <em>Boletim Cineclube.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong>O movimento também precisa editar um <strong>Manual do Cineclube</strong>.    Esse assunto tramita dentro da diretoria do CNC desde que o manual    preparado para as oficinas do programa Cine+Cultura, em 2008, foi    censurado. O projeto do Pontão Cineclubista (que vai sair a qualquer    momento…) prevê sua edição. Caso isso não se ocorra, também creio que a    viabilização de uma publicação desse tipo<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn28" target="_blank">[28]</a> deva fazer parte do programa para a gestão 2010-2012 do CNC. E a    publicação de outras versões, regionais, locais ou que reflitam    concepções diferentes, devem ser avaliadas pelas outras instâncias do    movimento cineclubista.</p>
<p style="text-align:justify;">2. <strong>Encontros, seminários</strong> – Na maior parte da   história do cineclubismo brasileiro a Jornada  Nacional foi anual.   Diante da dificuldade de obter recursos, a direção  do CNC propôs à   assembléia nacional do cineclubes e fez aprovar a  bianualidade do   Encontro, alternando-se, ano sim, ano não, com a  Pré-Jornada (que antes   também era anual e ocorria seis meses antes, para  preparar cada   Jornada anual). Com isso, a primeira Pré-Jornada depois  daquela   deliberação foi um evento de grande participação, “uma  verdadeira   Jornada”, com mais de 60 cineclubes de todo o País. Na  Pré-Jornada   seguinte, porém, atendo-se às exigências mínimas dos  estatutos,   reuniram-se apenas alguns delegados formais, e suas  deliberações não   foram divulgadas<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn29" target="_blank">[29]</a>.    Ora, durante os governos dos generais Médici, Geisel e Figueiredo,  por   exemplo, as Jornadas foram anuais; a necessidade de reunião dos    cineclubes não deve ser definida pelo maior ou menor acesso a    patrocínios automáticos, mas responder à capacidade de organização e    inventividade do movimento. Não acredito que hoje essa dificuldade possa    ser maior do que no tempo da ditadura. E o movimento, pela sua  própria   juventude, seu caráter popular, sua capacidade de  improvisação, pela   riqueza do convívio e intercâmbio que possibilita <strong>a Jornada, precisa enfrentar essa  dificuldade e voltar a se reunir anualmente</strong>.   Também é muito  importante ter pelo menos uma Jornada, em cada gestão,   sem eleições  (bianuais), possibilitando a discussão mais livre dos   grandes temas  cineclubistas. De fato, no modo atual, reduziu-se   drasticamente a  possibilidade de participação, portanto a democracia do   movimento, assim  como diminuiu a riqueza da experiência de convívio e   intercâmbio  interpessoal.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o movimento precisa de encontros semelhantes em nível regional, e mesmo municipal nas cidades com vários cineclubes<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn30" target="_blank">[30]</a>. <strong>As federações e associações precisam retomar a prática de assembléias mensais ou bimensais, conforme seu território.</strong> Essa prática está diretamente ligada à superação de uma postura de    expectativa, de dependência  de favores públicos, e favorece o estímulo à   inventividade e  criatividade baseadas na força da ação coletiva,   propiciada pelo  convívio mais estreito e freqüente, e pelo   compartilhamento de forças e  recursos entre os cineclubes.</p>
<p style="text-align:justify;">Outros  encontros, com diferentes finalidades, podem e devem ser   organizados  tanto pelo CNC como por outras organizações, inclusive por   cineclubes  com mais estrutura, em localidades mais propícias,   municipalidades mais  interessadas ou onde haja maior diálogo com   poderes e estruturas locais.  Temos chamado esses encontros,   genericamente, de seminários, voltados  para a discussão de um tema   preciso: os direitos do público; cinema e  educação.  Penso que <strong>a   Jornada deve definir um  calendário mínimo de encontros ou seminários   desse tipo, assumidos não  apenas pelo CNC, mas pelos outros níveis de   organização </strong>a que me  referi acima. O que implica que   federações e cineclubes (por isso também  a importância da  Pré-Jornada e   do processo de discussão e preparação para cada Jornada)  devem   preparar e levar suas propostas à Jornada, para o estabelecimento  desse   tipo de calendário e realização desses encontros. Tal como levam    propostas de sediar a próxima Jornada, depois de estudar e conversar com    possíveis apoiadores locais. <strong>Uma proposta já existente, que   deve ser  avaliada, aperfeiçoada ou descartada, é a do Seminário Cinema e    Educação – Cineclube, Escola, Comunidade</strong>, já mencionado.</p>
<p style="text-align:justify;">Acho  importante destacar, porém, que esses seminários devem ter   método e  oportunidade para uma efetiva participação dos cineclubes e   seus  militantes, ser ocasião para troca de experiências e aprendizado,   não  sucumbindo à tentação ou vício de organizar “mesas” que mais   homenageiam  personalidades do que trazem contribuições ao entendimento   do tema. Já  houve até seminário sobre os direitos do público em que   este não estava  representado. A articulação metodológica de mesas e   grupos de trabalho,  quando possível, me parece importante e desejável.</p>
<p style="text-align:justify;">3. <strong>Cursos e oficinas </strong>–  Outra forma de encontro são   cursos e oficinas. Estas distinguem-se (de  seminários, por exemplo),   idealmente, pelo comprometimento direto dos  participantes na atividade,   às vezes implicando na produção de  resultados e/ou avaliações. À   dimensão do convívio acrescenta-se a  experiência de uma “mudança”   pessoal compartilhada no decorrer do curso.  O movimento cineclubista   tem se limitado muito às oficinas e ao modelo  das oficinas do programa   Cine+Cultura. Estas estão voltadas  fundamentalmente para a motivação   dos participantes, uma rápida  compreensão da prática de exibição e o   treinamento para o uso das  facilidades do projeto: equipamentos e   filmes da Programadora Brasil. A  questão filosófica ou política – no   sentido de concepção cineclubista –  do sentido e da orientação do   trabalho  cineclubista foi descontinuada<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn31" target="_blank">[31]</a>.    Faltam, portanto, muitas dimensões e aspectos da atividade    cineclubista, cujo tratamento não cabe nem deve ser atribuído a    terceiros, mas diretamente ao CNC, às demais organizações cineclubistas e    aos próprios cineclubes. <strong>Entre esses temas incluem-se  produção  (que,  dependendo dos recursos, método e enfoque, pode ser  abordada em  mais de  uma oficina), documentação, preservação, edição de  publicações,  edição  de audiovisual, montagem de ambientes e/ou   blogs, gestão  cineclubista, autoração, programas de compartilhamento de   filmes na  internet, análise de filmes, etc</strong>. Temas como a  história  do  cinema, do público e do cineclubismo, ou ligados a  aspectos definidos   do cinema e/ou do audiovisual, como linguagem,  história, movimentos   cinematográficos, me parecem caber mais em cursos  (definidos em âmbitos   geográficos mais restritos, de grupos de  interesse formados localmente)   que propriamente oficinas.</p>
<p style="text-align:justify;">Gostaria  de lembrar o exemplo do Curso de Formação de Dirigentes   Cineclubistas,  com duração de um ano, que foi organizado em 1958 pelo   Centro dos  Cineclubes (antepassado do CNC). Esse curso teve um efeito   exemplar na  formação de toda uma geração de cineclubistas, críticos de   cinema e  cineastas, sendo mesmo uma das grandes fontes e causas do    desenvolvimento de uma “cultura cinematográfica” efetivamente nacional,    com a expansão dos grandes cineclubes em todos os estados, nos anos    seguintes à sua realização. Penso que uma adaptação dessa idéia,    incorporando todos os recursos modernos, deveria ser parte do programa    da nova gestão do CNC (ou ser considerado por uma ou mais federações    e/ou cineclubes): o <strong>desenvolvimento de um projeto de Curso de    Formação Cineclubista com maior profundidade e extensão (combinando    presença física e virtual), a ser realizado em um número determinado de    cidades centrais, no período do mandato.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">4. <strong>Distribuição </strong>– A  circulação de filmes é a base   mais essencial para a articulação de uma  rede e um movimento de   cineclubes. A Dinafilme, distribuidora dos  cineclubes, foi a primeira   medida prática empreendida pelo movimento nos  anos 70; ela permitiu um   desenvolvimento ainda não igualado dos  cineclubes, mesmo sob intensa   repressão, e a criação de um circuito de  pontos de exibição mais ou   menos sistemática mas não organizados como  cineclubes, que chegou a   cerca de 2.000 localidades do País. A  distribuição é base da autonomia   cineclubista (como também é o mecanismo  de domínio de Hollywood sobre o   mercado comercial), nos termos que  tratei ao longo deste texto. É   condição para a criação de um circuito  onde circule um cinema que   retrate, expresse e promova o diálogo entre  as diversas comunidades –   um objetivo que vai  muito além das propostas governamentais ou dos   realizadores individuais  que, no entanto, também são parte fundamental   desse sistema de  circulação. O intercâmbio internacional é outra   dimensão absolutamente  fundamental que está ausente de qualquer outro   projeto de distribuição  existente, excetuados os de instituições   diplomáticas.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, o próprio termo <em>distribuição</em><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn32" target="_blank">[32]</a> tornou-se menos adequado, face às mudanças existentes ou brevemente    possíveis de difusão das imagens e sons. Mas a idéia subsiste: o    movimento cineclubista precisa criar uma articulação permanente entre os    cineclubes que permita a circulação de filmes ou conteúdos    audiovisuais. É necessário um  centro, que reúna, estoque e preserve   matrizes, que sistematize e edite  informações, e as “autore” nas cópias   a serem enviadas para reprodução  em centros regionais e/ou  diretamente  para os cineclubes com menos  estrutura . É importante um  sistema de  gestão: a administração  financeira e de prioridades  (aquisição de  equipamentos, investimentos em  regiões), a captação e  seleção (quando  se fizer necessária) de filmes, o  diálogo com os  produtores  (cineclubes, realizadores e empresas), etc.  Essa gestão,  além de  profissional, deve ser sujeita ao controle e à  participação  das  federações e dos cineclubes, que a ela, por sua vez,  aderem. A   experiência histórica da Dinafilme<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn33" target="_blank">[33]</a>,    extremamente importante, pode ser uma fonte de idéias e exemplos,  como  o  do Conselho de Administração da Dinafilme (CADINA) e os Cadinas    regionais, que serviam como canal de <strong>participação, de democracia e de formação de gestores e técnicos. </strong></p>
<p style="text-align:justify;">Parece  que o Pontão Cineclubista pode ser lançado proximamente, nas   vésperas  da Jornada. Seu projeto contempla a instalação e equipamento   de um  escritório central para a Filmoteca Carlos Vieira<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__edn34" target="_blank">[34]</a> e a viabilização de uma equipe básica. Mas o movimento não discutiu    ainda a forma de gestão, de participação e de controle democrático da    nossa distribuidora. Acredito que esse modelo  de gestão deve superar   uma concepção meramente contábil-administrativa  (mantendo, é claro, as   práticas básicas e normais de gestão), calcada no  padrão da empresa   comercial e do lucro, e deve ver essa atividade com  sua componente   política, sobretudo de participação, na construção de um  circuito   efetivamente popular e nacional para um cinema do público.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, penso que <strong>a definição de um sistema de gestão e  participação na Filmoteca Carlos Vieira, seu Regulamento,   deve ser  ponto central de deliberação da Jornada e, no que couber,  suas   conclusões devem ser integradas aos Estatutos do CNC e fazer parte  do   programa de  gestão do CNC no próximo período.</strong></p>
<hr size="1" /><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref1" target="_blank">[1]</a>[1]Esse    é um fenômeno mundial, sem dúvida, que desde o ascenso do chamado    neoliberalismo, nos anos 70, seguido da  queda do bloco de países   soviéticos, foi minando as grandes diferenças  ideológicas e   programáticas entre os partidos. No Brasil, contudo, o  fenômeno vem   juntar-se a uma tradição de conciliação e composição “pelo  alto”,   geralmente sem a participação popular, que sempre marcou as  grandes   transições da nossa História.<a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref2" target="_blank">[2]</a> Ironia minha: quero dizer o dinheiro, o segmento do cinema que “existe”   no mercado. Não confundir com a “economia da cultura”, conceito meio   confuso usado, justamente, pela <em>intelligentsia </em>dos órgãos públicos federais..</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref3" target="_blank">[3]</a> Ver Macedo, F. (2008). “O modelo brasileiro: um estrangeiro em nossas telas”. In Moraes, G. (org.). <em>O cinema de amanhã</em>. Brasília, DF: Congresso Brasileiro de Cinema/Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural, p. 53-71.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref4" target="_blank">[4]</a> Esta composição é bem particular. Simplificando um pouco, o PT é    representado essencial e majoritariamente por quadros partidários da    classe média e egressos do cinema amador, especialmente do    curta-metragem e da ABD: deu o tom na importante ampliação do estímulo à    produção dita cultural e regional, no qual acessoriamente se inserem   as  iniciativas de distribuição e exibição “alternativas”. O PC do B,    contraditoriamente, é dominante na ANCINE, onde perfila com os    interesses de Hollywood e da “indústria” nacional mas, no MINC, fora da    área estritamente audiovisual, é o maior responsável pelo programa de    Pontos de Cultura, voltado para a organização cultural das comunidades  .   A tradição do “centralismo democrático” stalinista parece resolver   essa  contradição. E o PV, que nem é propriamente da base  governamental,   entra nessa composição pelo alto, pela trajetória  particular do   ex-ministro Gilberto Gil – que inaugurou uma gestão  dinâmica,   propositiva, sofisticada e de vanguarda, com muitos quadros  importantes   com origem no estado da Bahia.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref5" target="_blank">[5]</a> Aqui  também a simplificação é acentuada: diversos realizadores de    longa-metragem, assim como empresas produtoras independentes (no sentido    de que normalmente não se associam à Globo e às distribuidoras    estrangeiras) também participam do CBC, além da presença de    representantes do ensino e da pesquisa de cinema.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref6" target="_blank">[6]</a> No entanto, essa semente sempre esteve presente, constituiu desde o    início a força que originou os cineclubes sem, contudo, encontrar uma    formulação completa e definitiva que fosse assumida pelo movimento e    capaz de orientar a sua prática.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref7" target="_blank">[7]</a> As eleições da 28ª. Jornada mais que provavelmente irão consolidar o    predomínio dos realizadores (ABD) e do Estado (Cine+Cultura) sobre a    entidade nacional dos cineclubes brasileiros. Essa preparação/armação,    que inclui mudanças importantes nos estatutos, corre em segredo há  meses   e previsivelmente será endossada pelo “cineclubismo real”.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref8" target="_blank">[8]</a> Talvez ainda seja necessário esclarecer que nem o Estado nem a produção    nacional são nossos adversários; pelo contrário, frequentemente    estabelecem conosco parcerias muito produtivas e mesmo preferenciais. O    que compromete o desenvolvimento do cineclubismo é a sua subordinação   a orientações e interesses setoriais, corporativos ou    político-governamentais que, na prática, limitam e/ou excluem a    expressão dos interesses do público.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref9" target="_blank">[9]</a> Principalmente da Itália, como Filippo de Sanctis e Fabio Masala, e do Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref10" target="_blank">[10]</a> Há mesmo, concretamente, setores que tentam impedi-la e a combatem    energicamente, com plena consciência e/ou por mero oportunismo. A    demissão de Felipe Macedo do CNC se inscreve nessa problemática.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref11" target="_blank">[11]</a> Sobre a questão, ver Esquenazi, Jean-Pierre. 2003.<em> Sociologie des publics</em>. Paris – La Découverte.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref12" target="_blank">[12]</a> Uso o termo <em>participante</em> porque <em>espectador</em> tem, justamente, um viés passivo, não interativo.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref13" target="_blank">[13]</a> Ver Benjamin, Walter, 2005 [1939]. “A obra de arte na época da sua reprodutibilidade” em <em>Teoria da Cultura de Massa</em>.    Costa Lima, Luiz. São Paulo – Paz e Terra. Também Kracauer, Siegfried    1987 [1926). “Cult of Distraction”, em New German Critique, vol. 40,    inverno, p.92, citado por Hansen, Miriam. 2004. “Estados Unidos,  Paris,   Alpes: Kracauer (e Benjamin) sobre o cinema e a modernidade”,  em   Charney, Leo e Vanessa R.  Schwartz. <em>O cinema e a invenção da vida moderna</em>. São Paulo – Cosac &amp; Naify.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref14" target="_blank">[14]</a> A historiografia do cinema só mais ou menos recentemente começou a    rever esse processo. O público popular do “primeiro cinema” sempre se    expressou ruidosamente, e mesmo organizadamente, quanto a seus    interesses e gostos. O estabelecimento de um <em>cinema-instituição</em>,  do cinema “clássico-hollywoodiano”, é uma trajetória de repressão,  controle e convencimento das massas, que se estende até o final dos anos  20. Uma ótima  introdução geral está em Burch, Noel. 2007 [1991].<em>La lucarne de l’infini. Naissance du langage cinématographique</em>. Paris – L’Harmattan.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref15" target="_blank">[15]</a> Masala, Fabio. 1992. “Una Carta Internacional para los Derechos de um Publico Nuevo” em <em>Ponencias, Comunicaciones y Conclusiones, 3º. Congresso de Cineclubes del Estado Español</em>, Barcelona – Ed. Federació Catalana de Cine-Clubs, citado por Macedo, Felipe. 2008. “Sobre a <em>Carta dos Direitos do Público</em>”, circular do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref16" target="_blank">[16]</a> De Sanctis, Filippo. 1986. “Per uma riccerca-transformazione con el publico dei mídia”, em Masala F., <em>Publico e comunicazione audiovisiva</em>, Roma – Bulzoni, citado por Macedo, Felipe. 2008. “Sobre a <em>Carta dos Direitos do Público</em>”, circular do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros. Ver também o trabalho de Beller, Jonathan. 2006. <em>The Cinematic Mode of Production: attention, economy and the society of spectacle</em>. Hanover – University Press of New England.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref17" target="_blank">[17]</a> Uma alternativa que não signifique a transformação radical das relações    de produção – com o fim da sua essência, a propriedade privada e a    exploração do homem pelo homem – não é, afinal, uma alternativa, mas    continuidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref18" target="_blank">[18]</a> Há mesmo que se considerar com uma certa reserva a idéia de que o    “cinema” teve uma primeira etapa de exibição sobretudo em feiras.    Frequentemente, essas projeções pioneiras eram feitas em espaços    permanentes de entretenimento popular (como os <em>vaudevilles</em> norte-americanos) e associações de caráter classista, políticas e/ou religiosas.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref19" target="_blank">[19]</a> “Cinema do povo, o primeiro cineclube”. 2010, em <a href="http://www.felipemacedocineclubes.blogspot.com/" target="_blank">http://www.felipemacedocineclubes.blogspot.com/</a></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref20" target="_blank">[20]</a> Gauthier, Christophe. 1999. <em>La passion du cinéma – Cinéphiles, ciné-clubs et salles spécialisées à Paris de 1920 à 1929</em>. Paris : Association Française de Recherche sur l’Histoire du Cinéma et École des Chartes.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref21" target="_blank">[21]</a> O que não quer dizer que elas não existam. Clubes de leitura e    bibliotecas comunitárias, grupos populares e cooperativas de teatro ou    de dança, escolas de samba, rodas e tantas outras formas de associação    popular em torno de manifestações culturais – assim como as diferentes    formas de “redes” de relacionamento na internet – também constituem    experiências mais ou menos bem sucedidas de organização do público. Mas    apenas o cineclube consolidou uma forma institucional  universal.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref22" target="_blank">[22]</a> Ver Macedo, Felipe. 2004. “O que é cineclube”, em <a href="http://cineclube.utopia.com.br/" target="_blank">http://cineclube.utopia.com.br/</a>, rubrica <em>cineclube.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref23" target="_blank">[23]</a> Lacasse, Germain. 1998. “Du cinema oral au spectateur muet”, em <em>Cinémas</em>, vol. 9 n. 1</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref24" target="_blank">[24]</a> O que André Gaudreault e Tom Gunning identificaram como <em>cinematografia de atrações</em> nas primeiras décadas do cinema, ocupa cada vez mais a narrativa do espetáculo cinematográfico, enquanto nos <em>videogames </em>parece ocorrer a tendência inversa, o aumento da narratividade.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref25" target="_blank">[25]</a> Nos dias de hoje, toda comunidade, sem exceção, deve ter um espaço    cultural de referência, um ou mais centros culturais. Conforme a    situação local, as iniciativas comunitárias podem ter seus próprios    espaços ou compartilharem instalações e euipamentos.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref26" target="_blank">[26]</a> Paulatinamente, na medida de suas possibilidades; no ritmo, direção e    limites ditados pela decisão consciente da comunidade (dos membros ou    associados) e em função de seus interesses; e preservando sua    independência.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref27" target="_blank">[27]</a> Incorporo nesta reflexão os princípios estabelecidos no projeto do <em>Seminário Cinema e Educação: Cineclube – Escola – Comunidade</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref28" target="_blank">[28]</a> É importante esclarecer que existe um certo número de “manuais”    disponíveis para publicação, de diferentes autores e procedências,    inclusive estrangeiros.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref29" target="_blank">[29]</a> Como tenho denunciado reiteradamente, o conteúdo das discussões e    deliberações dessa Pré-Jornada – que determinam a organização e temário    da próxima Jornada, nunca foram divulgados. E foram cobrados por um    único cineclubista, deixado sem resposta aparentemente em face da    despreocupação com o assunto por parte do conjunto dos cineclubes    brasileiros.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref30" target="_blank">[30]</a> Saúdo o a 1ª. Jornada Paraense de Cineclubes e o processo de fundação da Federação Paraense de Cineclubes!</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref31" target="_blank">[31]</a> De fato, constituiu uma crise no início do programa, cujos dirigentes    exigiram o afastamento do coordenador de conteúdos, representante do    CNC, no que foram atendidos. Esse coordenador é o autor deste texto.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref32" target="_blank">[32]</a> Veja-se, por exemplo, como a denominação da distribuidora  governamental, Programadora Brasil, expressa, possivelmente de forma  involuntária, mas reveladora, sua inclinação paternalista.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http:///?ui=2&amp;view=bsp&amp;ver=ohhl4rw8mbn4#129f6325dffaadaf__ednref33" target="_blank">[33]</a> Ver em <a href="http://cineclube.utopia.com.br/" target="_blank">http://cineclube.utopia.com.br/</a>&lt;FONT</p>
</div>
<hr /><strong>Fonte: Texto de Felipe Macedo, enviado para a lista do CNC por João Pimentel</strong><strong>, em 01 de agosto de 2010.<br />
</strong></p>
</div>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineclubesubvercine.wordpress.com/40/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineclubesubvercine.wordpress.com&amp;blog=13955827&amp;post=40&amp;subd=cineclubesubvercine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>28 Jornada Nacional de Cineclubes</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 13:58:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cineclube Subvercine</dc:creator>
				<category><![CDATA[28a Jornada Nacional de Cineclubes]]></category>

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		<description><![CDATA[Em setembro, o Recife será ponto de encontro de cineclubes do mundo inteiro. Cerca de 500 pessoas estarão reunidas em torno de dois eventos: a 28ª Jornada Nacional de Cineclubes e um encontro da Federação Internacional de Cineclubes, da qual participam mais de 30 países. Segundo João Batista Pimentel Neto, secretário do Conselho Nacional de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineclubesubvercine.wordpress.com&amp;blog=13955827&amp;post=38&amp;subd=cineclubesubvercine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Em setembro, o Recife será ponto de encontro de cineclubes do mundo inteiro. Cerca de 500 pessoas estarão reunidas em torno de dois eventos: a 28ª Jornada Nacional de Cineclubes e um encontro da Federação Internacional de Cineclubes, da qual participam mais de 30 países. Segundo João Batista Pimentel Neto, secretário do Conselho Nacional de Cineclubes, esta será a primeira assembleia do gênero em um país não-europeu.<span id="more-38"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><!--# GFO INICIO TEXTO GFO #--></p>
<p style="text-align:justify;">Pimentel diz que o encontro nacional coroa a retomada do processo de articulação do movimento cineclubista, iniciado em 2004. Hoje, o Brasil conta com aproximadamente 1.200 cineclubes. “O foco será na educação e na democratização do acesso aos bens audiovisuais. Vamos fazer um balanço dos últimos anos, eleger uma nova diretoria e estabelecer novas perspectivas”. O local dos encontros deve ser definido com a Fundarpe, que ao lado do Ministério da Cultura, apoia os eventos. (A.D.)</p>
<p>Fonte: http://www.culturadigital.br/cineclubes/?p=3429</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineclubesubvercine.wordpress.com/38/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineclubesubvercine.wordpress.com&amp;blog=13955827&amp;post=38&amp;subd=cineclubesubvercine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Vídeo Índio deve ter 250 mil espectadores durante oito dias</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 13:56:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cineclube Subvercine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mostra de Vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Teve início ontem (31), a 3ª Edição do Vídeo Índio Brasil (VIB) 2010, que segundo seus organizadores tem o objetivo de atingir 250 mil espectadores em todo o país durante os oito dias de exibição. Além da exibições de filmes e vídeos de temática indígena, em programações diárias, que se estendem até o dia 07/08 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineclubesubvercine.wordpress.com&amp;blog=13955827&amp;post=36&amp;subd=cineclubesubvercine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align:justify;">Teve início ontem (31), a 3ª Edição do Vídeo Índio Brasil (VIB) 2010, que segundo seus organizadores tem o objetivo de atingir 250 mil espectadores em todo o país durante os oito dias de exibição.</p>
<p style="text-align:justify;">Além da exibições de filmes e vídeos de temática indígena, em programações diárias, que se estendem até o dia 07/08 nas 111 cidades brasileiras participantes, em muitos locais acontecerão debates, exposições, seminários, enfim, uma vasta programação paralela.<span id="more-36"></span></p>
<p style="text-align:justify;">A mostra acontecerá em dez capitais: Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Macapá (AP), Fortaleza (CE), Natal (RN), João Pessoa (PB), Rio Branco (AC) e São Luís (MA) e em outras 101 cidades de praticamente todos os estados brasileiros, contabilizamdo 160 pontos de exibição, já que em alguns municípios contarão com vários espaços de exibição.</p>
<p style="text-align:justify;">Neste ano a mostra contará com a participação de dezenas de cineclubes, como por exemplo, o Difusão Cineclube que promoverá a mostra em Atibaia, SP.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Confira a programação.</strong><br />
<a href="http://www.difusaoculturalatibaia.org.br/not.asp?ver=ok&amp;cmd=True&amp;id=130">http://www.difusaoculturalatibaia.org.br/not.asp?ver=ok&amp;cmd=True&amp;id=130</a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Histórico e Patrocínio</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O Vídeo Índio Brasil 2010 é patrocinado pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio das Secretarias do Audiovisual e da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, Fundo Nacional de Cultura e Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável. Conta também com o apoio cultural do CineCultura, Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas (Neppi), Museu das Culturas Dom Bosco, Pontão de Cultura Guaicuru, Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande (MS) e Território do Vinho.</p>
<p style="text-align:justify;">O projeto nasceu de uma mostra cinematográfica do 4º Festival de Cinema de Campo Grande – FestCine Pantanal, em 2007, em uma realização do CineCultura. No ano seguinte, o projeto tomou forma e as duas edições realizadas (2008 e 2009) contaram com o apoio do Ministério da Cultura, da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e do Fundo Nacional de Cultura. O festival teve ainda apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério do Turismo.</p>
<p style="text-align:justify;">Mais informações – Para ver a lista completa das cidades que participam do Vídeo Índio Brasil 2010, locais de realização, horários e produções audiovisuais que serão exibidas, acesse o site:</p>
<p style="text-align:justify;">www.videoindiobrasil.org.br</p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineclubesubvercine.wordpress.com/36/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineclubesubvercine.wordpress.com&amp;blog=13955827&amp;post=36&amp;subd=cineclubesubvercine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Convite: Vídeo Índio Brasil 2010 em Rio das Ostras</title>
		<link>http://cineclubesubvercine.wordpress.com/2010/07/29/convite-video-indio-brasil-2010-em-rio-das-ostras/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 14:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cineclube Subvercine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mostra de Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[cinema ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[cinema indígena]]></category>
		<category><![CDATA[convite virtual]]></category>
		<category><![CDATA[mostra]]></category>

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		<title>Subvercine traz cinema ambiental para Rio das Ostras</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 14:12:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cineclube Subvercine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mostra de Vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[cinema ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[cinema indígena]]></category>
		<category><![CDATA[mostra]]></category>
		<category><![CDATA[programação]]></category>
		<category><![CDATA[release]]></category>

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		<description><![CDATA[Mostra Vídeo Índio Brasil será realizada deste sábado, dia 31, a 7 de agosto no Parque dos Pássaros e no Ciep 257, com entrada franca Rio das Ostras é uma das quatro cidades fluminenses selecionadas para participar do Vídeo Índio Brasil 2010, que começa neste sábado, dia 31, e vai até 7 de agosto, com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineclubesubvercine.wordpress.com&amp;blog=13955827&amp;post=20&amp;subd=cineclubesubvercine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Mostra Vídeo Índio Brasil será realizada deste sábado, dia 31, a 7 de agosto no Parque dos Pássaros e no Ciep 257, com entrada franca</em></p>
<p><em><a href="http://cineclubesubvercine.files.wordpress.com/2010/07/mostravideoindiobrasil-01.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-22" title="MostraVídeoÍndioBrasil 01" src="http://cineclubesubvercine.files.wordpress.com/2010/07/mostravideoindiobrasil-01.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></em></p>
<p>Rio das Ostras é uma das quatro cidades fluminenses selecionadas para participar do Vídeo Índio Brasil 2010, que começa neste sábado, dia 31, e vai até 7 de agosto, com entrada franca. A programação é composta de filmes com temáticas indígenas, alguns deles produzidos por índios, que serão exibidos no Parque dos Pássaros e no Ciep 257 – Joaquim do Rêgo Barros. A mostra, que este ano tem como tema “A Imagem dos Povos Indígenas no Século XXI”, acontece simultaneamente em 111 municípios brasileiros.</p>
<p>O evento tem o apoio do Núcleo de Educação Ambiental de Rio das Ostras, uma parceria das secretarias de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca e de Educação, e do Cineclube Subvercine. A realização é dos Amigos do CineCultura com o patrocínio do Ministério da Cultura e do Ministério do Meio Ambiente. Todos os filmes, com exceção do “Terra Vermelha” que é recomendado para 16 anos, têm classificação livre. A sinopse e ficha técnica completa dos filmes estão disponíveis no site <a href="http://www.videoindiobrasil.com.br/" target="_blank">www.videoindiobrasil.com.br</a>.</p>
<p>Nos dias 31 de agosto e 1, 2 e 7 de agosto, às 14h, os vídeos serão exibidos no Auditório Rovani Souza Dantas, no Parque dos Pássaros. O endereço é Rua Petrópolis, s/nº, no Jardim Mariléa. Já a programação no Ciep 257 – Joaquim do Rêgo Barros, localizado na Rua Inajara, 551, em Nova Cidade, acontece nos dias 3 a 6 de agosto, a partir das 19h. Na sexta-feira, 6, o evento será aberto com um debate com a antropóloga Dinah Guimaraens, professora do Polo Universitário de Rio das Ostras, da UFF, e o escritor Paulo Oliveira, autor do livro “Tamoios, senhores do litoral”.</p>
<p><strong>Histórico</strong> – O Vídeo Índio Brasil nasceu de uma mostra cinematográfica do 4º Festival de Cinema de Campo Grande – FestCine Pantanal, em 2007, uma realização do CineCultura. No ano seguinte, o projeto tomou forma e as duas edições realizadas (2008 e 2009) contaram com o apoio do Ministério da Cultura. O festival teve ainda apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério do Turismo. Em 2008, três cidades participaram do Vídeo Índio Brasil: Campo Grande, Dourados e Corumbá. No ano de 2009, o projeto ampliou seu circuito de exibição para sete cidades.</p>
<p><a href="http://cineclubesubvercine.files.wordpress.com/2010/07/mostravideoindiobrasil-03.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-25" title="MostraVídeoÍndioBrasil 03" src="http://cineclubesubvercine.files.wordpress.com/2010/07/mostravideoindiobrasil-03.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p><strong>Confira a programação do Vídeo Índio Brasil 2010:</strong></p>
<p><strong>Sábado (31/07)</strong></p>
<p>14h – Parque dos Pássaros</p>
<p>“Já me transformei em imagem” (32 min). Direção de Zezinho Yube.</p>
<p>Comentários sobre a história do povo Hunikui feita pelos realizadores do filme e seus personagens.</p>
<p>“De volta à terra boa” (21 min) Direção de Vincent Carelli.</p>
<p>Homens e mulheres Panará narram a trajetória de desterro e reencontro de seu povo com seu território original.</p>
<p><strong>Domingo (1º/08)</strong></p>
<p>14h – Parque dos Pássaros</p>
<p>“Corumbiara” (117 min). Direção de Vincent Carelli.</p>
<p>Filme revela a busca e a versão dos índios para o massacre de Gleba Corumbiara (RO).</p>
<p><strong>Segunda-feira (02/08)</strong></p>
<p>14h – Parque dos Pássaros</p>
<p>“Kuhi ikugü, os Kuikuro se apresentam” (7 min). Direção do Coletivo Kuikuro de Cinema.</p>
<p>Os Kuikuro apresentam sua história, dos antepassados até as mudanças ocorridas no mundo contemporâneo.</p>
<p>“Pi’õnhitsi, mulheres Xavante sem nome” (56 min). Direção de Divino Tserewahú.</p>
<p>No filme, jovens e velhos debatem sobre as dificuldades e resistências para a realização da festa de iniciação feminina nas aldeias Xavante.</p>
<p><strong>Terça-feira (03/08)</strong></p>
<p>19h – Ciep 257 – Joaquim do Rêgo Barros</p>
<p>“Pajerama” (9 min). Animação. Direção de Leonardo Cadaval.</p>
<p>Um índio é pego numa torrente de experiências estranhas, que revelam mistérios de tempo e espaço.</p>
<p>“Porahey” (27 min). Direção dos alunos da Oficina do Projeto Ava Marandu.</p>
<p>Registro de histórias, sons e maneiras de fazer do “universo” dos Guarani da Aldeia Te’ýikue.</p>
<p>“Imbé Gikegü &#8211; Cheiro de Pequi” (36 min). Direção de Tarumã e Maricá Kuikuro.</p>
<p>É tempo de festa e alegria no Alto Xingu. A estação seca está chegando ao fim. O cheiro de chão molhado mistura-se ao doce perfume de pequi.</p>
<p><strong>Quarta-feira (04/08)</strong></p>
<p>19h – Ciep 257 – Joaquim do Rêgo Barros</p>
<p>“Mokoi tekoá petei jeguatá – duas aldeias, uma caminhada” (63 min). Direção de Ariel Ortega, Jorge Morinico e Germano Benites.</p>
<p>Sem matas para caçar e sem terras para plantar, os Mbya-Guarani dependem da venda do seu artesanato para sobreviver.</p>
<p><strong>Quinta-feira (05/08)</strong></p>
<p>19h – Ciep 257 – Joaquim do Rêgo Barros</p>
<p>“Kré” (8 min). Direção de Francele Cocco.</p>
<p>Dona Natália, índia moradora da reserva da Serrinha, explica a confecção de cestos e balaios kaigang.</p>
<p>“Kene Yuxi, as voltas do kene” (48 min). Direção de Zezinho Yube.</p>
<p>Yube aborda os grafismos tradicionais das mulheres Huni Kui auxiliado por sua mãe.</p>
<p><strong>Sexta-feira (06/08)</strong></p>
<p>19h – Ciep 257 – Joaquim do Rêgo Barros</p>
<p>“Indígenas digitais” (26 min). Direção de Sebastian Gerlic.</p>
<p>Representantes de várias etnias falam do uso de celulares, câmeras fotográficas, filmadoras e computadores.</p>
<p>“A gente luta, mas come fruta” (40 min). Direção de Valdete Pinhanta e Issac Pinhanta.</p>
<p>O manejo agroflorestal realizado pelos Ashaninka  no rio Amônia, Acre, a luta contra os madeireiros que invadem a área deles na fronteira com o Peru.</p>
<p><strong>Sábado (07/08)</strong></p>
<p>14h – Parque dos Pássaros</p>
<p>“Terra Vermelha” (1h48min). Direção de Marcos Bechis.</p>
<p>O suicídio de duas meninas Guarani-Kaiowá desperta a comunidade para a necessidade de resgatar suas próprias origens, perdidas pela interferência do homem branco.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineclubesubvercine.wordpress.com/20/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineclubesubvercine.wordpress.com&amp;blog=13955827&amp;post=20&amp;subd=cineclubesubvercine&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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