Com o objetivo de divulgar e fortalecer os conhecimentos sobre a cultura indígena brasileira, ocorreu entre os dias 31 de julho e 7 de agosto em Rio das Ostras a Mostra de Cinema Vídeo Índio Brasil. Foram exibidos 17 filmes em todos os dias da semana, entre curtas, médias e longas-metragens que tratam de temáticas indígenas. Os filmes foram produzidos por cineastas indígenas e não-índios. O tema da mostra nesse ano foi “A imagem dos povos indígenas no século XXI”.

O evento foi realizado pelo Cineclube Subvercine e ocorreu no CIEP 257 do bairro Nova Cidade e no auditório Rovani Souza Dantas do Parque dos Pássaros. Foram cerca de 200 pessoas que participaram e vários sacos de pipoca foram consumidos. O cineclube teve importante apoio do Observatório Ambiental Humanomar, dos diretores e professores do CIEP e do Núcleo de Educação Ambiental municipal e da Secretaria Municipal de Comunicação.

A mostra contou uma palestra de Paulo Luiz Oliveira, historiador popular e escritor do livro “Tamoios – Senhores do Litoral”, onde relata o início do contato entre os índios do Brasil e os portugueses colonizadores (mais informações: www.pauloluizoliveira.com.br). Paulo contou ao público sobre a relação dos índios com os “brancos” no presente e no passado do país, falou sobre os massacres à etnia, as heranças culturais que hoje temos e sobre as verdades e inverdades que lemos em livros didáticos e assistimos na televisão. Também houve a participação de Dulce Tupy, descendente de indígenas, repórter e editora na região dos lagos, além dos relatos de Rubens José Esposito, que foi pesquisador e conviveu por muito tempo com os índios Yanomami.

Saulo Barbosa, professor de geografia do CIEP, falou sobre a relevância do projeto: “A exibição de filmes é muito vantajosa, porque traz para o aluno uma realidade que não faz parte do seu cotidiano, (…) e a questão do índio é de fundamental importância para o entendimento da identidade cultural brasileira.”

Além de Rio das Ostras, edição de 2010 do Vídeo Índio Brasil aconteceu simultaneamente em outros 110 municípios do Brasil, com o apoio da Secretaria de Diversidade Cultural do Ministério da Cultura e dos Amigos do CineCultura. Durante esses 8 dias, além das sessões de filmes, foram realizadas pelo país diversas atividades com acesso gratuito, como oficinas de vídeo e fotografia, seminários, palestras e exposições.

”Sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário. Não seria demasiado insistir sobre essa ideia numa época em que o entusiasmo pelas formas mais limitadas da ação prática aparece acompanhado pela propaganda em voga do oportunismo”

Lenin, V.I  [1902]. “Dogmatismo e liberdade de crítica”, em Que fazer?
http://www.marxists.org/portugues/lenin/1902/quefazer/

Por Felipe Macedo

Apresentação

No devir das coisas, 2010 aparece como um ano especialmente significativo. Para o País e para os cineclubes, que partilham mais de uma coincidência. É ano de eleições majoritárias nacionais e ano de eleições nacionais no movimento cineclubista. Um momento especial para o Brasil, que ensaia passos de potência intermediária no baile das nações, consolidando sua economia e promovendo uma certa redistribuição da renda nacional. Momento que também se aparenta decisivo para os cineclubes, envolvidos num extenso programa de distribuição de equipamentos, que parece dar origem, da noite para o dia, a centenas de cineclubes e a um campo relativamente amplo de exibição para uma produção independente das relações tradicionais do mercado. Leia o resto deste post »

Em setembro, o Recife será ponto de encontro de cineclubes do mundo inteiro. Cerca de 500 pessoas estarão reunidas em torno de dois eventos: a 28ª Jornada Nacional de Cineclubes e um encontro da Federação Internacional de Cineclubes, da qual participam mais de 30 países. Segundo João Batista Pimentel Neto, secretário do Conselho Nacional de Cineclubes, esta será a primeira assembleia do gênero em um país não-europeu. Leia o resto deste post »

Teve início ontem (31), a 3ª Edição do Vídeo Índio Brasil (VIB) 2010, que segundo seus organizadores tem o objetivo de atingir 250 mil espectadores em todo o país durante os oito dias de exibição.

Além da exibições de filmes e vídeos de temática indígena, em programações diárias, que se estendem até o dia 07/08 nas 111 cidades brasileiras participantes, em muitos locais acontecerão debates, exposições, seminários, enfim, uma vasta programação paralela. Leia o resto deste post »

Mostra Vídeo Índio Brasil será realizada deste sábado, dia 31, a 7 de agosto no Parque dos Pássaros e no Ciep 257, com entrada franca

Rio das Ostras é uma das quatro cidades fluminenses selecionadas para participar do Vídeo Índio Brasil 2010, que começa neste sábado, dia 31, e vai até 7 de agosto, com entrada franca. A programação é composta de filmes com temáticas indígenas, alguns deles produzidos por índios, que serão exibidos no Parque dos Pássaros e no Ciep 257 – Joaquim do Rêgo Barros. A mostra, que este ano tem como tema “A Imagem dos Povos Indígenas no Século XXI”, acontece simultaneamente em 111 municípios brasileiros.

O evento tem o apoio do Núcleo de Educação Ambiental de Rio das Ostras, uma parceria das secretarias de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca e de Educação, e do Cineclube Subvercine. A realização é dos Amigos do CineCultura com o patrocínio do Ministério da Cultura e do Ministério do Meio Ambiente. Todos os filmes, com exceção do “Terra Vermelha” que é recomendado para 16 anos, têm classificação livre. A sinopse e ficha técnica completa dos filmes estão disponíveis no site www.videoindiobrasil.com.br.

Nos dias 31 de agosto e 1, 2 e 7 de agosto, às 14h, os vídeos serão exibidos no Auditório Rovani Souza Dantas, no Parque dos Pássaros. O endereço é Rua Petrópolis, s/nº, no Jardim Mariléa. Já a programação no Ciep 257 – Joaquim do Rêgo Barros, localizado na Rua Inajara, 551, em Nova Cidade, acontece nos dias 3 a 6 de agosto, a partir das 19h. Na sexta-feira, 6, o evento será aberto com um debate com a antropóloga Dinah Guimaraens, professora do Polo Universitário de Rio das Ostras, da UFF, e o escritor Paulo Oliveira, autor do livro “Tamoios, senhores do litoral”.

Histórico – O Vídeo Índio Brasil nasceu de uma mostra cinematográfica do 4º Festival de Cinema de Campo Grande – FestCine Pantanal, em 2007, uma realização do CineCultura. No ano seguinte, o projeto tomou forma e as duas edições realizadas (2008 e 2009) contaram com o apoio do Ministério da Cultura. O festival teve ainda apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério do Turismo. Em 2008, três cidades participaram do Vídeo Índio Brasil: Campo Grande, Dourados e Corumbá. No ano de 2009, o projeto ampliou seu circuito de exibição para sete cidades.

Confira a programação do Vídeo Índio Brasil 2010:

Sábado (31/07)

14h – Parque dos Pássaros

“Já me transformei em imagem” (32 min). Direção de Zezinho Yube.

Comentários sobre a história do povo Hunikui feita pelos realizadores do filme e seus personagens.

“De volta à terra boa” (21 min) Direção de Vincent Carelli.

Homens e mulheres Panará narram a trajetória de desterro e reencontro de seu povo com seu território original.

Domingo (1º/08)

14h – Parque dos Pássaros

“Corumbiara” (117 min). Direção de Vincent Carelli.

Filme revela a busca e a versão dos índios para o massacre de Gleba Corumbiara (RO).

Segunda-feira (02/08)

14h – Parque dos Pássaros

“Kuhi ikugü, os Kuikuro se apresentam” (7 min). Direção do Coletivo Kuikuro de Cinema.

Os Kuikuro apresentam sua história, dos antepassados até as mudanças ocorridas no mundo contemporâneo.

“Pi’õnhitsi, mulheres Xavante sem nome” (56 min). Direção de Divino Tserewahú.

No filme, jovens e velhos debatem sobre as dificuldades e resistências para a realização da festa de iniciação feminina nas aldeias Xavante.

Terça-feira (03/08)

19h – Ciep 257 – Joaquim do Rêgo Barros

“Pajerama” (9 min). Animação. Direção de Leonardo Cadaval.

Um índio é pego numa torrente de experiências estranhas, que revelam mistérios de tempo e espaço.

“Porahey” (27 min). Direção dos alunos da Oficina do Projeto Ava Marandu.

Registro de histórias, sons e maneiras de fazer do “universo” dos Guarani da Aldeia Te’ýikue.

“Imbé Gikegü – Cheiro de Pequi” (36 min). Direção de Tarumã e Maricá Kuikuro.

É tempo de festa e alegria no Alto Xingu. A estação seca está chegando ao fim. O cheiro de chão molhado mistura-se ao doce perfume de pequi.

Quarta-feira (04/08)

19h – Ciep 257 – Joaquim do Rêgo Barros

“Mokoi tekoá petei jeguatá – duas aldeias, uma caminhada” (63 min). Direção de Ariel Ortega, Jorge Morinico e Germano Benites.

Sem matas para caçar e sem terras para plantar, os Mbya-Guarani dependem da venda do seu artesanato para sobreviver.

Quinta-feira (05/08)

19h – Ciep 257 – Joaquim do Rêgo Barros

“Kré” (8 min). Direção de Francele Cocco.

Dona Natália, índia moradora da reserva da Serrinha, explica a confecção de cestos e balaios kaigang.

“Kene Yuxi, as voltas do kene” (48 min). Direção de Zezinho Yube.

Yube aborda os grafismos tradicionais das mulheres Huni Kui auxiliado por sua mãe.

Sexta-feira (06/08)

19h – Ciep 257 – Joaquim do Rêgo Barros

“Indígenas digitais” (26 min). Direção de Sebastian Gerlic.

Representantes de várias etnias falam do uso de celulares, câmeras fotográficas, filmadoras e computadores.

“A gente luta, mas come fruta” (40 min). Direção de Valdete Pinhanta e Issac Pinhanta.

O manejo agroflorestal realizado pelos Ashaninka  no rio Amônia, Acre, a luta contra os madeireiros que invadem a área deles na fronteira com o Peru.

Sábado (07/08)

14h – Parque dos Pássaros

“Terra Vermelha” (1h48min). Direção de Marcos Bechis.

O suicídio de duas meninas Guarani-Kaiowá desperta a comunidade para a necessidade de resgatar suas próprias origens, perdidas pela interferência do homem branco.